Carnaval 2006
- Coqueirão: foi nosso point na praia o carnaval inteiro (assim como tinha sido no Reveillon). Gente de todas as turmas, se encontrando e desencontrando, as rodas começavam pequenas, cresciam e se dividiam, parecia aula de biologia celular. Tudo isso iluminado por aquele sol que só o Rio sabe dar. E o melhor, a uma distância higiênica da Farme. Me senti tão à vontade que arrisquei um pulo na água, que surpreendentemente não estava tão fria como de costume. Quer saber mais? Clica aí.
- Baile do Copa: Felliniano. Acho que não tem outra palavra para descrever. A começar pela entrada, com direito a tapete vermelho e tudo, pelo qual você passa sob o escrutínio nada silencioso de uma pequena multidão que se acotovela a alguns passos de distância. Já me sentindo um daqueles movie stars, não me fiz de rogado: dei tchauzinho para eles à distânca, com aquele sorriso "eu adoro meus fãs". Ao entrar no hotel, a comparação é inevitável: se vc é um dos órfãos do Studio 54, this is as close as it gets: são salões imensos povoados por gente de black tie lado a lado com os fantasiados mais extravagantes (os mais ousados praticamente só de purpurina e um arranjo de cabeça). Decadence avec elegance, como diria Lobão. Ver todo esse cenário extravagante com uma trilha sonora de marchinhas de carnaval só contribuiu ao tom surreal na noite. Dançar carnaval de smoking sem parecer ridículo não é para todos... Para fechar a noite em grande estilo, saímos do baile totalmente a caráter direto para uma festa de aniversário de um conhecido numa casa no topo do Jardim Botânico. Imagine a comoção da festa ao nos ver chegar... Momento "A Marcha dos Pinguins" ;-)
- Camarote da Nova Schin: Eu já tinha desfilado duas vezes e ao contrário do que todo mundo fala, achei péssimo. Agora, depois de ter visto os desfiles de camarote, cheguei à seguinte conclusão: Infraestrutura é TUDO na vida de uma pessoa. Lá eu consegui sentir tudo que me falaram que era bom. Sim, o carnaval de avenida do Rio é realmente lindo, a energia é realmente contagiante. Mas COM infra. Camarote integrado com frisa, mesinhas, cadeiras, bancadas, buffet do Fasano, massagem, pista com DJ, ar condicionado, etc. Isso sim é carnaval. O resto é sofrimento amenizado com bebida alcóolica.

- Outras festas: fui na Revolution e na Marina da Glória. O ponto alto das duas festas foi euzinho da silva, que dancei até 6 da matina só na água mineral. É isso mesmo, cada vez mais clubber de cristo. O mais engraçado é que falei isso no ouvido de um amigo meu no meio da festa, ele arregalou o olho e disse que não acreditava...Como eu nunca fui de enfiar o pé na jaca nessas coisas, perguntei pq ele não acreditava. Ele me responde: "Você??? Fazendo crystal???" ;-) Ah, mas valeu para uma coisa: Na Revolution o Tony Moran tocou DUAS VEZES o meu hino atual: a versão remixada de The Wings, do Gustavo Santaolalla (da trilha sonora do Brokeback Mountain). Toda vez que eu ouço essa música eu vou às alturas. Além disso, sem muita novidade: muita bicha descamisada, elas sobem, elas descem, elas dão uma rodada, elas estão des-con-tro-la-das. E MUITO bombadas. Meu deus do céu, está cada vez mais assustador ver o estado do povo nessas festas. Meda, eu digo.
- Banda de Ipanema: podem falar o que quiser, mas todo ano eu me emociono com a banda. Até pq foi lá que eu conheci o Jason. Eu sei que tem muita putaria e pegation, mas eu vejo de longe e ainda me divirto com as drags e a emoção do povo dançando e cantando no meio de famílias e crianças. Ah, se todo mundo fosse tolerante como se é na banda...

Escrito por Antaggio às 20h05
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