Quando eu comecei a planejar essas férias, já sabia que uma grande parte delas seria dedicada à Espanha. Era um dos únicos grandes pólos turísticos europeus que eu ainda não conhecia. Madri e Barcelona já estavam no plano faz tempo, e Ibiza acabou entrando (como atração principal) depois que eu ouvi relatos de viagens de amigos que pareciam bons demais para ser verdade.
As duas primeiras, além de não desapontar, surpreenderam. Ambas têm exatamente o que eu gosto quando se trata de Europa: o contraste entre as raízes históricas e culturais do velho continente com a modernidade cosmopolita de grandes cidades. Ambos os lados se complementam e retroalimentam de uma forma que eu ainda não sei explicar ao certo. É como se o contraste entre o antigo e o novo enaltecesse a ambos, enriquecendo a experiência de migrar entre um e outro.
As melhores lembranças de Madrid sem dúvida são a cidade velha (o que é entrar na Plaza Mayor pela primeira vez?), o palácio Real, o passeio do Padro, as incontáveis fontes (principalmente as Cibeles e Netuno), e os magníficos museus (Prado, Reina Sofia e Thyssen). À noite não saímos muito devido ao cansaço, mas na última noite acabamos descobrindo Chueca, o bairro gay da cidade. Foi uma grata surpresa, ainda mais quando entramos numa loja de camisetas modernosas e acabamos batendo um longo papo com uma velhinha que havia nascido no Brasil mas havia mudado ainda moça para Madri.
Já Barcelona encanta logo de cara pelo contraste entre o incrível bairro gótico (que é lindo de dia mas assusta à noite) e a arquitetura modernista do Gaudí, em exemplos como a (eternamente em construção) Sagrada Família, Casa Batlló, La Pedrera e o Parc Güell. Nesse último, descobri por acidente uma trilha meio escondida que oferece uma vista incrível da cidade até o mar. O bairro de Montjuïc, além de outra vista privilegiada da cidade do topo do Castell de Montjuïc, reúne o estádio de olímpico (lembra daquela flecha com fogo da abertura), a Fundação Joan Miro e o inaceditável Museu Nacional de Arte da Catalunia. As melhores experências gastronômicas foram no Els Quatre Gats durante o dia no bairro gótico e no Sikkim no hypado El Born à noite.
A pior experiência? Ter que esperar cair nas graças dos espanhóis para ter um serviço decente...
[Ibiza - a seguir]
Escrito por Antaggio às 19h26
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