Hoje fui em um enterro de uma criança de 8 anos, filho de uma amiga. Quando eu descobri ontem, não consegui fazer mais nada. Fui tomado de uma dor de cabeça lancinante e um enjôo persistente. Cheguei em casa e praticamente desmaiei na cama, acordando hoje atrasado para o enterro. Quando cheguei lá, para meu espanto a pessoa mais serena de todas era a mãe da criança falecida, que com um sorriso no rosto tranquilizava a todos dizendo que o seu filho estava bem melhor agora. Na hora não sei se fiquei mais admirado ou assustado com a reação dela. Na verdade não sei como me sinto em relação a nada disso até agora. Vi as pessoas chorando e me senti mal por não poder me solidarizar com o sofrimento de todos da mesma forma. Essa experiência me fez lembrar que eu também sou uma criança e sempre serei, passando ao largo dos sofrimentos alheios como se alguém colocase as mãos frente aos meus olhos para me impedir de sofrer. Só que o que mais me intriga é que esse alguém parece ser eu mesmo.
Escrito por Antaggio às 20h06
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Olha o título do e-mail que eu recebi do Submarino hoje:
"Ajude no almoço do Dia das Mães do ano que vem: compre o microondas hoje."
Achei que era trote, mas o e-mail era pra valer. Inacreditável.
Escrito por Antaggio às 20h56
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Recado na caixa postal numa segunda-feira de manhã:
"Oi, sou eu, estou te ligando pra dizer que já estou com saudades. E também pra te dizer que da próxima vez que você ultrapassar o meu carro sem olhar para mim e me dar pelo menos um tchauzinho, eu te sigo e arrebento a traseira do seu carro. Te amo, boa semana."
Escrito por Antaggio às 13h35
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